Nada
Eu te conheci em fevereiro
Depois de 3 meses num inferno sem fim, quando teu caminho cruzou no meu a felicidade sorriu pra mim
Éramos dois, estranhos bem mal conhecidos, toques virtuais, de um universo corrompido.
Quebrados por dentro e por fora, não demorou nem mesmo um mês e você foi me dando um fora.
O primeiro fora da vida a gente nunca esquece, seres distintos, porém da mesma espécie.
Agora te observava de longe, nos corredores da escola, feliz só por poder te ver, na hora de chegar e na hora de ir embora.
Bastava uma interação, para ganhar meu dia e por intervenção do destino fomos parar na mesma euforia.
Dentre todos os pássaros pretos, luzes, corpos em cena e cidades lendárias, estar contigo já tornava cenas tristes em comédias Hilarias.
A gente se conheceu nesse tempo junto e ao mesmo tempo afastado, vi seus espinhos, cicatrizes e suas dores do passado, assim como você viu os meus fantasmas do passado e num flash de luz voltamos num chambregado.
Que dessa vez foi tão forte, tão intenso e tão real, ja tinha passado tanto tempo que não via final, mas uma cena se encerrou e as cortinas foram fechadas, me encontrei no fundo do poço tendo que decorar a fachada.
Reconheci as paredes com musgo, velhos tijolos e até a saída, já estive fundo do poço antes mas dessa vez eu não achava a saída... quando achava que não estava mais no fundo eu também não estava em cima.
Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, só tinha lágrimas, eu que decorei meu fundo do poço, com minhas intensidades, ansiedades, e complex(cidades).
Confesso já passei por tudo isso antes e achei que nunca mais iria doer, mas um homem com o coração partido, não tem mais nada a perder.
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