Negritude
Negritude
Não é fácil falar sobre negritude, quando se passa a juventude.
Não é fácil falar de negritude, é não compreender sua amplitude.
Não é fácil falar de negritude, é não entender suas virtudes.
Não é fácil se entender como preto, quando se cresce sem referência, quando se vive a adolescência com a mídia branca em evidência.
Muito preta pra ser branca, e muito branca pra ser preta. Não tinha lápis da minha cor, nem bonecas, nem princesas.
Não me via nos desenhos, revistas ou televisão, quando crescemos sem ser retintas ser o pardo é a opção.
Pardo papel me gritaram, mas num piscar a vista eu não cresci com meu tom de base nas folhas de uma revista
viva a evolução, conhecimento e tecnologia, hoje tenho minhas maquiagens, minhas bonecas e desenhos animados, hoje eu ando na rua e sei que as cores estão ao meu lado.
E apesar dos pesares, é Dores da infância, hoje eu consigo me enxergar no brilho do olhar de uma criança, que olha pra uma imagem e se sente representada, brincando com suas bonecas Pretas e brancas sentada num calçada
Nao ser igual a todo mundo te faz perder o juízo, via minhas primas abandonar o crespo e sair do salão todas no liso.
A luta para se enxergar jamais deve ser esquecida ainda não me sinto incluída, numa sociedade totalmente embranquecida
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